A origem da sobremesa


Como toda história tem um começo, vamos a ele, retrocedendo aos banquetes medievais, verdadeiros festivais gastronômicos e que foram as peças iniciais do á-bê-cê do que hoje conhecemos por gastronomia.

As comilanças naquela época duravam dias a fio, literalmente. Para dar um descanso entre as baterias de pratos servidos, os convivas (nobres e sua turma) se distraíam com espetáculos de dança, música, teatro e atividades ao ar livre como jogos e caça. À mesa eram dispostas carnes, cereais, ensopados de legumes, pães, tortas, queijos, frutas secas e frescas e mel, entre outros alimentos. Tudo era consumido ao mesmo tempo, ao prazer dos convidados, e muitas vezes comer uma fruta ou um pedaço de queijo após um salgado tinha a função, ainda que empírica, de limpar o paladar e prepará-lo para os pratos seguintes. Tanto que em países como a Itália e a França até hoje comem-se queijos ao fim da refeição, no lugar da sobremesa ou antes dela.

Durante anos os nobres se alimentavam assim, misturando um pouco de tudo. Mas foi a partir de 1533, quando Catarina de Médicis desembarcou no porto francês de Marselha para se casar com o futuro rei Henrique II, que a culinária tomou a forma como a conhecemos hoje. No dote de casamento que a italiana levou para a França havia livros de receitas e um séquito de cozinheiros. Além deles, a jovem apresentou à corte novos hábitos, como abrir os banquetes à participação feminina, e introduziu regras de etiqueta e o garfo de dois dentes (antes não havia garfos na França), além de transportar a sobremesa para o fim da refeição.

Graças a Catarina, a sobremesa passou a ser considerada parte importante de uma refeição e até hoje ocupa tal status. “Ela fecha o almoço ou jantar com chave de ouro” hummm!

 

 

 

Fonte: poracaso.com